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Viajar para o Canadá durante o COVID-19: Relato de quem chegou recentemente

Neste post irei trazer meu relato pessoal de como foi a experiência de fazer um bate e volta no Brasil vivendo como residente temporário no Canadá. As informações podem ser bem úteis para quem precisa mesmo viajar e também para quem já está de malas prontas chegando como estudante ou trabalhador. De quebra vou deixar algumas dicas e recomendações valiosas.


Porque viajar em plena pandemia?

Viver no Canadá em tempos de pandemia não é das tarefas mais fáceis se você esta acostumado com as muitas flexibilidades do Brasil que diz respeito a normas de distanciamento social, uso de máscara e ao que pode ou não poder funcionar durante os nossos lockdowns por aqui. Estive no Brasil por mais de 30 dias e puder ver grandes diferenças de comportamento quanto ao COVID, mas esse não será o foco aqui.

Foi nesse panorama, vivido por uns bons 8 meses de abre e fecha tudo por aqui que eu, minha esposa e filhas decidimos arriscar num plano audacioso de ver nossos pais no Brasil depois 2 anos fora.

Para contextualizar melhor nossa situação aqui vou contar um pouco sobre nosso perfil de imigrante. Pois bem, vivemos na província do Quebec desde novembro de 2018, eu e minha esposa com visto de aberto (Open Work Permit), ambos inclusive renovados por mais 3 anos recentemente. Nossas filhas estão no secundário (o equivalente ao High School) com suas devidas permissões de estudo.

Em paralelo, também estamos aplicando para o CSQ (Certificado de Seleção do Quebec) e na sequência para nossa residência permanente. Tudo a seu tempo e caminhando como deve ser.

Todavia, a parte que ninguém conta a você, é que como residente temporário, seja como estudante ou trabalhador, você tem mais deveres do direitos no Canadá, e é ai que as coisas ficam um pouquinho mais complicadas, principalmente durante a pandemia, pois há uma série de restrições de viagem em vigor que não ajudam muito quem não possui o status de residente permanente ou cidadão canadense. A começar pelo fato de que você não pode receber seus parentes aqui.

Balde de água fria

Pouco antes da pandemia começar em fevereiro de 2020, já tínhamos uma passagem comprada para o Brasil para irmos em julho de 2020, mas essa data foi auge do COVID-19 e período em que praticamente todos os aeroportos do mundo cancelaram vôos internacionais sem data de retorno.

Como era de se esperar, ficamos uma bomba na mão, cheios de frustração e expectativas. Ainda sim, não havíamos desistido por completo. Naquele momento, o governo canadense já havia anunciado que apenas uma lista bem reduzida de pessoas poderia entrar no Canadá e isso incluía, todos aquele que realmente tivessem um vinculo importante com o país, tais como:

  • Residentes permanentes e cidadãos canadenses;
  • Estudantes já matriculados em instituições autorizadas na DLI;
  • Trabalhadores estrangeiros com uma Job Offer e contrato fechado;

Sendo assim, como trabalhadores não essenciais (Essenciais por exemplo: médicos, enfermeiros e categorias correlatas), sair do Canadá para visitar o Brasil representava um risco relativamente alto de não conseguir voltar.

Aceitando o risco

Assim que soubemos de alguns relatos de pessoas, que mesmo não sendo trabalhadores essenciais, estavam conseguindo atravessar a fronteira com sucesso, resolvemos remarcar nossa passagem e seguir com plano adiante para chegar, se possível no natal, e passar pelo menos 20 dias por lá. Então fizemos as malas, voamos durante o dia 25/12 (mais barato é claro) e desembarcamos para aquele abraço saudoso nos familiares.

Até ai não há nada de complicado, pois sair do Canadá enquanto residente temporário não representa qualquer problema para um oficial do fronteira, já entrar de volta é outra história.

Durante o período em que estivemos no Brasil vimos uma série de declarações do governo ameaçando suspender vôos, bloquear fronteiras e mais restrições a cada dia. E então começamos a ficar com a pulga atrás da orelha se a gente iria ficar preso ou não no Brasil.

Aqui esta uma lista de tudo o que aconteceu durante nossa estadia fora: Viagens para o Canadá e COVID-19: últimas atualizações

Novas regras para entrar no Canadá

Quando fizemos a viagem já sabíamos que seria necessário fazer uma quarentena de 14 dias obrigatória e sem qualquer flexibilidade mesmo. E não estou brincando, as multas podem alcançar CAD$ 750.000 com até seis meses de prisão. Você acha realmente que alguém aqui topa esse risco? Logo na sequência veio mais uma nova obrigatoriedade, a de apresentar um teste de PCR negativo para poder embarcar no vôo de volta.

Devido ao número de casos das novas variantes do vírus no Reino Unido, Africa do Sul e do nosso corona tipo exportação da Amazonia, o mistério da saúde por aqui resolveu apertar ainda mais o cerco para viajantes. Mesmo com os efeitos positivos de queda na curva em razão de um regime mais duro de lockdown e toques de recolher.

Segundo o governo, o ritmo de vacinação ainda esta muito abaixo do esperado e isso é motivo de sobra para a saúde publica se empenhar ainda mais em dificultar as coisas para quem vai chegar de viagem.

Efeitos do inverno com pandemia

O rigor do inverno no Canadá não incomoda apenas aos novos imigrantes, para os canadenses, o ano de 2020 não foi nada fácil com tanto isolamento e restrições de distanciamento social, então quem pode se dar ao luxo de tirar uns dias de férias em belas praias caribenhas certamente vai tentar fazer isso a todo custo, mesmo que para isso seja necessário ficar preso 14 dias em casa ao retornar.

E foi contado com essa possibilidade que setores do transporte e saúde resolveram impor as mais novas e duras regras de entrada. Diga-se de passagem, anunciadas quando eu já estava para sair do Brasil.

Teste de PCR duplo + hotel por sua conta

Se antes era necessário apresentar um teste de PCR negativo 72 horas antes de embarcar, a novidade agora é que ao chegar ao Canadá, todo o viajante será obrigado a fazer um novo teste de PCR quando pôr os pés no aeroporto. Além disso, será necessário aguardar por até 3 dias em um hotel próximo ao aeroporto (listado pelo governo) até que o resultado do teste esteja pronto.

Se tudo isso não saísse do seu bolso até que não seria tão ruim assim, mas não é bem o caso. O governo estimou um custo de aproximadamente CAD$ 2000 por pessoa para arcar com despesas que incluem: o teste, quartos adaptadas as normas de saúde vigentes e alimentação durante os 3 dias de estadia.

Se seu resultado for negativo, você pode seguir para sua casa ou destino de final tendo que cumprir os 11 dias restantes do processo de quarentena obrigatória. Em minha opinião pessoal, um pouco de exagero para quem testou negativo, mas regras são regras.

Para os que não tiverem sorte no teste, o governo irá encaminhar para um centro de acolhimento próprio, mas ainda não sei bem como isso esta funcionado.

De volta para casa, como foi essa entrada?

Eu e minha esposa chegamos separados, pois enquanto estivemos no Brasil cada um ficou na casa de seu respectivo pai e mãe por questões de segurança já herdados aqui do Canadá. Assim, fizemos nosso meio protocolo por lá, usando máscara em casa nos 14 dias e sem contato próximo, afinal, todos por lá são grupo de risco e ainda sem vacinas.

No meu caso em especial, tive o bônus de pegar o COVID em uma única vez que vacilei saindo para um restaurante para encontrar um amigo, por isso cheguei 10 dias depois de minha esposa, pois precisava apresentar um teste PCR negativo antes de embarcar.

Felizmente minha experiência com o COVID se limitou a uma gripe moderada sem gravidade, mas me custou 14 dias de mais isolamento dentro de um quarto na casa de meus país, tudo o que eu não queria.

Minha esposa chegou ao Canadá no dia 29/01, apenas um dia após o Primeiro Ministro, Justin Trudeau, anunciar as medidas mais recentes. Dessa forma, ela entrou no Canadá ainda em um processo de transição. Para minha surpresa, quase 10 dias depois, também peguei o processo ainda em transição e me livrei de uma conta ainda maior.

Os jornais locais e opinião pública aqui vem fazendo uma pressão enorme sob o governo para que as datas exatas com as novas regras sejam divulgadas. Pelo que venho acompanhando no site do governo e jornais de hoje, as novas regras do teste ao desembarcar e hotel só irão valer a partir da próxima segunda feira (15/02). Mas isso ainda pode mudar a qualquer momento.

Site do oficial do governo: https://travel.gc.ca/travel-covid/travel-restrictions/flying

Como tive de pegar uma conexão de Toronto para Montreal (meu destino final), o teste de PCR estava sendo dispensado para os viajantes em trânsito. Mas isso não estava mais valendo para os viajantes com destino final na província de Ontário. Para quem estivesse descendo em Toronto o teste já estava valendo.

Site oficial do aeroporto de Toronto sessão teste do COVID: https://www.torontopearson.com/en/healthy-airport/covid-19-testing-at-toronto-pearson

Com a mudança nas regras apenas 4 aeroportos vão operar vôo internacionais no Canadá, sendo eles Montreal, Toronto, Calgary e Vancouver.

Documentos e que fazer ao entrar

Como até agora só falei dos percalços de viajar e voltar para casa em tempos de pandemia, mas não trouxe nada de muito útil para quem esta lendo, rs. A partir de agora vou deixar algumas dicas importantes para os que ainda estão pensado em sair do Canadá como residente temporário, seja para fazer o que fizemos ou porque realmente precisam resolver coisas mais sérias em seu país que não possam ser adiadas.

Lembrando que as dicas a seguir também servem para que esta debutando no Canadá como estudante e trabalhador qualificado.

Embarcando ainda no Brasil

É preciso estar atento que para embarcar para o Canadá, as cias aéreas vão pedir que mostre documentos que respaldem o motivo de sua ida como um visto de estudo ou trabalho válido, sem isso nem adianta o teste negativo de COVID, pois a barreira já começa no Brasil através do consulado canadense.

Além disso, também é necessário ter um plano de quarentena pronto no sistema deles usando um App chamado ArriveCan.

Leia sobre isso neste post: ArriveCAN: Novo aplicativo obrigatório para quem estiver chegando ao Canadá

Passos durante a entrada no Canadá

No momento em que você chegar ao aeroporto a primeira etapa a ser cumprida é passar pelo Passaport Control. Lá você terá duas filas para seguir, uma para residentes permanentes e cidadãos e outra para nós, réles mortais ainda sem tanto status assim. Nela, o oficial de fronteira irá pedir, antes de mais nada, o tal do ArriveCan, e documentos como passaporte e permissões de estudo ou trabalho.

Além desses básicos, aqui vão algumas dicas a depender do seu perfil de entrada.

Para estudantes:

  • Matrícula, comprovante de vínculo com a instituição de ensino (comprovantes de pagamento e afins) e que mais você puder apresentar como prova.
  • Comprovante de locação de onde vai ficar (seja aluguel de longo termo, quarto alugado ou um mesmo uma reserva de Airbnb para iniciar)
  • Comprovação financeira de fundos para se manter no Canadá dentro dos limites mínimos exigidos pelo governo.

Para trabalhadores que ainda vão começar no emprego:

  • Oferta de emprego formal de seu empregador.
  • Documentação de subsídio para respaldar sua contratação como o LMIA.

Para quem já trabalha no Canadá e esta voltando de viagem:

  • Contrato de trabalho.
  • Contra-cheques.
  • Extratos bancários.
  • Carta do empregador declarando seu vínculo com a empresa.
  • Tudo o que você puder levar impresso que comprove seus vínculos com o Canadá (Contas de luz, telefone, aluguel, carteira de motorista e de saúde)

Há outros documentos que podem ser apresentados, mas não sou especialista nisso, então sugiro consultar nosso atendimento especializado.

O que o oficial de fronteira me perguntou na entrevista de entrada?

Bem diferente do que esperava, não me foi perguntado nada sobre eu ser ou não um trabalhador essencial. Ela, nesse caso, foi bem curta e grossa indagando o que eu fazia no Canadá, então disse que trabalhava aqui desde ano passado informando que tinha uma carta de meu empregador para comprovar. Apresentei a carta e como a minha função estava descrita de forma genérica baseada no NOC, ela me pediu que a informasse o que eu fazia exatamente.

Tirando isso, ela deu uma empombada com a etiqueta do visto canadense em meu passaporte, pois como eu havia chegado inicialmente como estudante em 2018, a tal etiqueta já estava para vencer.

Para os que não sabem, quando você consegue uma extensão de visto deixando de ser estudante e passando a ser trabalhador através do programa PGWP, você recebe do governo apenas uma nova carta com permissão de trabalho renovada pelo prazo que for concedido, mas a primeira etiqueta de seu passaporte, ainda como estudante, continuará colada lá mesmo depois de expirada a data de validade e isso causa uma certa confusão.

O que respalda sua legalidade aqui no Canadá está ligado a esse documento (Seu Work ou Study Permit) e é ai que vou deixar uma dica de ouro para quem precisa viajar.

Quando você recebe esse documento, o governo também emite uma carta informando que você também tem um novo número de e-TA (a chamada autorização eletrônica de viagem). É fundamental levar esse documento impresso, pois ele foi o que me salvou de questionamentos, desnecessários por um oficial de fronteira desavisado. Acredite, eles também pisam na bola com isso as vezes e você vai ficar achando que o erro é sempre seu.

Passado o processo de comprovação de documentos, recebi aquela carimbada no passaporte e segui para outras perguntas relativas ao plano de quarentena. A essa altura achei até que fosse em outro setor, mas fiz tudo ainda com a mesma agente.

Perguntas sobre o plano quarentena

Depois de pedir mais uma vez para ver o app ArriveCan em meu celular (também pode ser a versão impressa) com número de controle ativo, a agente me perguntou onde eu iria ficar. Respondi que iria ficar em um Airbnb separado de minha esposa e filhas, pois voltar para casa iria reiniciar a quarentena delas em mais 10 dias, não sendo justo com elas. E como eu já havia me prevenido, perguntei se ela queria ver a reserva impressa, algo que prontamente foi pedido na sequência.

Como ela sabia que eu já morava no Canadá, outros questionamentos quanto ao meu plano de quarentena foram foram dispensados, tipo, como eu iria fazer compras ou recebe-las em casa, mas não acho que isso irá valer para quem esta chegando pela primeira vez. Então esteja com as reposta na ponta da língua. Enquanto esperava minha vez na fila pude ver algumas pessoas enrascadas com isso.

Acreditem, o controle desse processo aqui no Canadá esta bem rígido mesmo, e eles não estão brincando. Depois de passar pela imigração, segui para uma fila onde novamente a agencia de saúde fez perguntas sobre de onde eu vinha, pediram para apresentar mais uma vez o meu teste negativo do COVID e tiraram minha minha temperatura.

Depois disso fui liberado e segui para pegar minha conexão para Montreal. Já minha esposa e filhas não tiveram a mesma sorte que eu. Na semana em em elas chegaram (10 dias antes), talvez por ter sido logo após o anuncio do primeiro ministro, houve uma correria em todos os aeroportos para quem pudesse voltar, que fizesse isso urgente. Então elas pegaram filas enormes, passando mais de 2 horas em pé e várias etapas de checagem ao ponto de perder a conexão.

Segundo minha esposa, estava bem complicado e criterioso o processo. Acredito que passados 10 dias depois disso, a quantidade de pessoas dispostas a encarar o risco diminui bastante. Como eu não tive escolha acabei vindo sem expectativas e dei sorte.

Local do plano de quarentena

Se você ainda não mora no Canadá, tenho algo que acho relevante destacar sobre seu local de quarentena, seja apartamento alugado ou Airbnb. Tenha em mente de escolher algo que tenha o mínimo de estrutura para que possa cozinhar pequenas refeições e que tenha acesso a serviços de entrega disponíveis, essa deve ser uma de suas prioridades na escolha.

Infelizmente, nesse momento, não há como evitar esses custos adicionais para quem estiver chegando. Se não tem amigos morando aqui que possam ajuda-lo com as compras no mercado esteja ciente que uma escolha ruim pode complicar as coisas em seus primeiros 14 dias.

Vou deixar algumas dicas ao final no post para quem estiver nessa situação.

Sair do aeroporto e seguir para a quarentena

As regras são claras, você deve sair do aeroporto direto para seu destino final, de taxi, Uber, mas nunca de transporte público. É permito que amigos possam pegar você no aeroporto, mas com o mínimo de contato para não compromete-los. E eles podem checar isso depois, acredite.

Também não é permitido parar em lojas, supermercado ou qualquer outro local para comprar mantimentos. Você deve providenciar isso ao chegar, ou alguém que possa fazer isso por você com antecedência.

A quarentena de 14 dias

Bem, isso é algo que você terá de lidar, então ocupe-se da melhor forma possível. No meu caso, como já vendo trabalhando remotamente desde maio do ano passado isso não é lá nem grande desafio, pois trabalho não falta.

O que esta pegando mesmo pra mim é ficar longe de minha esposa e filhas num ap pequeno. Para os novatos, talvez olhar a neve caindo pela janela pode até ser uma diversão, mas para quem já esta terceiro inverno, é só mais um dia comum na vida de quem mora por aqui.

O aplicativo e as ligações do governo

Lembram o tal ArriveCan? Pois é, ele não serve apenas para você colocar seu plano de quarentena de 14 dias e entrar no país, na verdade, ele é tipo o seu Personal Big Brother de bolso. Se por alguma razão você não conseguiu usa-lo corretamente ou teve algum problema para dar entrada nos dados, será necessário preencher um formulário na entrada da imigração e se preparar para ligar todos os dias para o sistema de controle do governo.

Acredito que a opção pelo formulário deva ser usada com mais frequência pelos recém chegados, já que conseguir uma linha telefônica logo ao chegar não será possível, então é bom ter em mente como irá ligar para o governo.

No meu caso e de minha esposa deu tudo certo e agora estamos em nossa vigilância eletrônica que funciona mais ou menos assim:

Depois de dois dias em seu local de confinamento você receberá um notificação por email e também no app para responder se chegou ao local e está sem sintomas. Tudo rápido e simples. Esse processo vai acontecer todos os seus dias durante sua quarentena independente das ligações.

Segundo minha esposa, que já esta mais adiantada que eu nisso, é no terceiro dia que começam as ligações do governo, que podem ser automatizadas ou com agentes de verdade.

Ainda sobre isso, ela me relatou que mesmo para quem tem um bom ouvido para o inglês ou francês, o processo automatizado é péssimo, pois você tem de responder rápido. Adicione isso ao medo de marcar algo errado e temos ai um sistema que ainda precisa melhorar. Somente depois de terceiro ou quarto dia ela conseguiu completar o questionário.

Quando não é possível responder corretamente ou não atender as ligações, um agente de verdade irá tentar contata-lo em outro horário.

As perguntas são sempre as mesmas, tais como:

  • Se você tem algum sintoma de febre, tosse, cansaço ou dificuldade de respirar.
  • Se esta fazendo a quarentena sozinho ou acompanhado.
  • Se tem alimentos, remédios e recursos suficientes para se manter.
  • Se teve contado com alguém.
  • Se recebeu alguma visita.
  • E é claro, se botou a cara na rua.

Além dessas, o agente pode ir mais afundo na entrevista se achar que você pode estar escondendo algo.

Visitas de agentes em seu local de quarentena

Sim meus amigos, eles estão indo até o local mesmo. Minha esposa recebeu um deles em casa sem qualquer aviso prévio. Na ocasião, depois de se apresentar como representando oficial do governo, o agente pediu que minha esposa tirasse sua máscara para conferir sua identidade e começou a fazer as mesmas perguntas habituais feitas por telefone. E não adianta achar ruim, eles vão repetir o mesmo processo todos os dias.

Como eu disse, se ainda esta pensado que eles estão brincando com esse negócio de quarentena, esqueça. As multas e punições são bem reais e vizinhos não se encomendam nem um pouco de denunciar você as autoridades locais se estiver pisando na bola.

Dicas finais

Compras: Isso vai variar muito de cidade para outra, mas tomando Montreal como referência, há pelo menos umas 4 ou 5 redes redes que fazem entrega em domicilio, mas para isso você deve ter um cartão de credito capaz de usar aqui, assim você poderá fazer seu mercado online sem maiores problemas. Muitas destas redes inclusive já estão atendendo a pedidos neste regime de confinamento.

Esteja atento aos prazos de entrega, pois algumas delas tem horários específicos para entrega de pedidos.

Recebendo compras: Como já dito, não é possível ter contato com pessoas fora de sua quarentena, então todas as suas entregas devem ser deixadas em sua porta para que possa pega-las quando o entregador já estiver a uma distância segura. Dessa forma, gorjetas e outros formas de pagamento só serão aceitas eletronicamente.

Sempre que pedir algo, lembre de incluir o aviso e que esta cumprindo a quarentena obrigatória de 14 dias. As empresas aqui já sabem como agir nesse caso.

Serviços de Delivery: Não sei como esta no Brasil, mas aqui o Uber entrega tudo, incluindo compras de supermercado e comida. Usei aqui para conseguir almoçar e para fazer uma pequena compra e o tempo de entrega foi bem satisfatório. O único senão é custo extra, mas como dito, esse é o preço de uma viagem em tempos de pandemia.

E o que vem pela frente?

Sinceramente, essa é a pergunta de um milhão de dólares e ainda sem resposta. Tudo vai depender dos números do vírus mundo a fora e principalmente do ritmo de vacinação.

O que posso dizer em minha experiencia pessoal, é que o Canadá sempre estará colocando a saúde de seus cidadãos em primeiro lugar. Depois de ver o que eu vi no Brasil, até fico feliz e triste ao mesmo tempo de ter todo esse controle aqui. Os números estão realmente caindo graças as ações mais duras.

Até quando vai durar? Acho que esse ano ainda veremos algumas mudanças positivas, eles estão trabalhando forte para isso.

Você aconselharia uma viagem nesse momento? Se não for extremamente necessário, não. Para quem está aqui, meu conselho é que espere mais um pouco até que as coisas voltem ao normal. A conta saiu e ainda esta saindo cara por essa escolha que fizemos.

Vir como estudante ou trabalhar seria algo arriscado nesse momento? Se seu objetivo é mudança de vida, claro que eu viria, mesmo com esses entraves a mais, eu não adiaria meus planos de vir. Como dito em alguns pontos de meu relato, visitar o Brasil depois de 2 anos no Canadá foi muito bom para tomar uma boa dose de certeza se realmente fiz a coisa certa.

Pelo menos para mim o plano tem dado certo e é nisso que me agarro quando falo do Canadá. Infelizmente pude verificar que esses mesmos dois anos em minha pátria amada não foram os seus melhores, mas como dito no início do texto, este não é o foco aqui.

Espero ter ajuda com esse relato, em breve iremos trazer mais notícias atualizadas sobre o assunto.

Você também pode deixar seu comentário no post com alguma outra dúvida que eu respondo assim que puder.

LEIA TAMBÉM: 22 de fevereiro começa de fato a vigorar as novas de quarentena em hotel para quem chega ao Canadá

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